Existem empresas em Portugal que estão numa situação financeira muito complicada algumas mesmo em risco de fechar portas e com passivos monumentais. Existem algumas com passivos tão significativos que configuram falência técnica (A Falência técnica acontece quando o passivo excede o valor do activo, ou seja, quando a empresa possui uma situação líquida (capitais próprios) negativa.).
Podemos dizer que isto está acontecer em virtude da crise mundial que se instalou, é verdade que algumas situações são resultado da instabilidade financeira que se vive, existem muitas outras que são clara falta de capacidade de gestão.
Não souberam poupar nos tempos em que os ventos corriam de feição, nesses tempos optaram por pagar ordenados principescos e atribuir regalias a quem não gerava valor acrescentado para empresa. Os próprios administradores decidiram que eles deveriam ter um pacote de regalias bem chorudo e acima daquilo que a empresa podia dar.
Foram os tempos da ostentação.
Perante o cenário que vivemos muitos perderam essas benesses ou decidiram prescindir das mesmas para assim assegurarem a sobrevivência da empresa e a manutenção dos postos de trabalho.
Contudo existem outros que continuam ainda na mesma ou pior ainda, tive oportunidade de ver em loco o funcionamento de uma empresa no mínimo sui generis.
A empresa numa situação de falência técnica mas mesmo assim, os responsáveis continuam a se deslocar no maior dos luxos, gastam aquilo que não tem em viagens de negócios que não são mais do que uma perda de tempo. Aqueles que nenhum valor acrescentado tem para a empresa continuam a gastar 3 vezes mais do que deviam. Pedem aos colaboradores sacrifícios mas não os praticam. Atrasam os pagamentos dos colaboradores e não se dignam sequer a dar uma palavra a explicar o que se passa.
É incompreensível como empresas assim ainda existem no mercado, mas algo me diz que a sua continuidade se encontra em risco, pois parece que já vão tarde demais para mudar o seu paradigma de existência.