quinta-feira, 19 de Março de 2009

Papa afirma que a sida não se combate com preservativos

“O Papa Bento XVI declarou que a distribuição de preservativos não é a resposta adequada para se ajudar a África a combater a sida.”
Já tinha visto muita afirmação disparatada, mas um tão alto responsável a dizer uma enormidade destas é coisa quase inédita. Sua Santidade a fazer uma afirmação destas só pode estar acusar fortes sinais de senilidade ou então uma alienação profunda da realidade existente.
Aguardamos por saber sua Santidade qual é resposta adequada a este problema?

quinta-feira, 5 de Março de 2009

faismesdevoirs.com


Fica aqui uma dica para os professores portugueses aumentarem o seu rendimento mensal sem terem de sair de casa. Foi lançado em França um site com o nome “faismedevoirs.com” que permite a troco de alguns euros que os alunos tenham os trabalhos de casa feitos sem terem de se esforçar para isso.
Sem duvida estamos em melhores condições que os franceses para aproveitar esta ideia empreendedora, isto porque com o programa e-escola já temos os professores e os alunos apetrechados com computadores portáteis e Magalhães e com ligação móvel de internet.
Assim não temos desculpa para não aproveitar a janela de oportunidade que o nosso governo já brilhantemente anteviu.
Sugiro que sejam os professores através da sua associação FENPROF a escolher o nome do site.

Falta de Moral

Existem empresas em Portugal que estão numa situação financeira muito complicada algumas mesmo em risco de fechar portas e com passivos monumentais. Existem algumas com passivos tão significativos que configuram falência técnica (A Falência técnica acontece quando o passivo excede o valor do activo, ou seja, quando a empresa possui uma situação líquida (capitais próprios) negativa.).
Podemos dizer que isto está acontecer em virtude da crise mundial que se instalou, é verdade que algumas situações são resultado da instabilidade financeira que se vive, existem muitas outras que são clara falta de capacidade de gestão.
Não souberam poupar nos tempos em que os ventos corriam de feição, nesses tempos optaram por pagar ordenados principescos e atribuir regalias a quem não gerava valor acrescentado para empresa. Os próprios administradores decidiram que eles deveriam ter um pacote de regalias bem chorudo e acima daquilo que a empresa podia dar.
Foram os tempos da ostentação.
Perante o cenário que vivemos muitos perderam essas benesses ou decidiram prescindir das mesmas para assim assegurarem a sobrevivência da empresa e a manutenção dos postos de trabalho.
Contudo existem outros que continuam ainda na mesma ou pior ainda, tive oportunidade de ver em loco o funcionamento de uma empresa no mínimo sui generis.
A empresa numa situação de falência técnica mas mesmo assim, os responsáveis continuam a se deslocar no maior dos luxos, gastam aquilo que não tem em viagens de negócios que não são mais do que uma perda de tempo. Aqueles que nenhum valor acrescentado tem para a empresa continuam a gastar 3 vezes mais do que deviam. Pedem aos colaboradores sacrifícios mas não os praticam. Atrasam os pagamentos dos colaboradores e não se dignam sequer a dar uma palavra a explicar o que se passa.
É incompreensível como empresas assim ainda existem no mercado, mas algo me diz que a sua continuidade se encontra em risco, pois parece que já vão tarde demais para mudar o seu paradigma de existência.

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

As agências de notação financeira têm errado “sistematicamente” na forma como distribuem recompensas e castigos.

A Standard & Poor baixou o ‘rating' da Grécia, Espanha e Portugal e avisou a Irlanda de que podia sofrer um destino semelhante. Será que estou a ouvir bem?! A S&P ainda opera no ramo das análises do risco? Será que estas agências de notação não deviam ter fechado portas depois de anos a dizerem que o risco associado à dívida crescente dos bancos e das grandes empresas nada tinha de preocupante? Como é que estas agências, que erraram sistematicamente no passado, podem reivindicar qualquer credibilidade que seja nas suas actividades de análise do risco? Mas, curiosamente, estão vivas e de boa saúde e a sua credibilidade parece ter sido reposta.
DE “DIÁRIO ECONÓMICO”

sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Governo nacionaliza Ferrari de Cristiano Ronaldo e cria novo fundo de garantia.



O executivo perante a notícia catastrófica do acidente de viação do nosso mais valioso activo futebolístico, no qual ele destruiu o seu Ferrari no valor de cerca de 345 mil euros, reuniu de emergência para discutir sobre os elevados prejuízos sofridos pelo mesmo.
Assim depois da reunião foi anunciado que o governo iria nacionalizar a viatura destruída, pois trata-se de uma mais valia importantíssima para o país e a não nacionalização deste bem trazia um risco endémico para o sector futebolístico e das revistas cor-de-rosa.
Foi ainda decidido criar um fundo de garantia de 500 mil euros para o pobre jogador adquirir uma nova viatura para se deslocar para o emprego bem como um apoio de 80% para a compra do passe social não vá o mesmo se querer deslocar de transportes públicos para assim evitar um aumento de sinistralidade.

A importância dada pelos meios de comunicação nacionais ao presente caso teve honras de abertura de telejornal e primeira capa de jornal, será caso para tanto. Mas pelo que vi ouvi e li só faltava mesmo o executivo tomar a medida acima indicada.

O futuro da EURIBOR

As taxas Euribor continuam a cair ininterruptamente, encurtando a distância face à taxa praticada pelo BCE para o nível mais baixo desde Junho de 2007.
Depois de um primeiro corte perpetuado pelo BCE que não teve nenhum impacto no mercado assistisse hoje a uma aproximação da taxa Euribor e da taxa praticada pelo BCE. Se verificarmos hoje a taxa a 6 meses desceu hoje para os 2,765%, o que representa um “spread” de 0,265 pontos face à taxa de juro praticada pelo BCE, que é de 2,50%.
Apesar da queda do preço do dinheiro no mercado a crise continua agudizar-se e as empresas e os particulares continuam com dificuldades para pagar os empréstimos contraídos, isto por dois factores o endividamento excessivo pela incapacidade de contrair novos empréstimos.
Face ao clima de recessão que se vive e com os juros actualmente nos 2,50% as estimativas apontam para que o BCE volte a descer os juros.
A primeira redução de 2009 deverá ocorrer na próxima semana (dia 15 de Janeiro) e vários economistas acreditam que não será a última vez. Algumas casas de investimento apontam para a possibilidade da autoridade monetária colocar os juros próximos de 0%, o que indica que as taxas Euribor deverão continuar a descer.

segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Muda de vida se não tens fundos

A General Motors (GM). Num exercício inédito, a GM acaba de lhe ver concedida pelas autoridades norte-americanas uma licença para se constituir em banco. Não se trata de uma mudança de ramo do gigante de Detroit, mas sim de um expediente para, deste modo, poder aceder aos fundos de crise postos à disposição do sector bancário. E se o truque se globaliza? Qual seria a resposta do Banco de Portugal se a Autoeuropa, a Qimonda ou a Aerosoles solicitassem uma licença bancária para acederem às garantias do Estado?
De "Jornal de Negócios"